Irregularidades na produção de vinho colonial resultam em apreensão de 41 mil litros durante a Operação Ronda Agro.

Imagem mostra algumas caixas.
      Foto: gov.br

Irregularidades na produção de vinho colonial foram alvo de fiscalização durante a 39ª Operação Ronda Agro, realizada pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira). A ação, que ocorreu em Santa Catarina, teve como objetivo combater a produção e comercialização de vinho colonial fraudado, resultando na apreensão de cerca de 41 mil litros em situação irregular. Além de proteger a saúde pública, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) busca coibir as práticas que levam à concorrência desleal com as indústrias que seguem as normas legais na produção e comercialização de bebidas e vinagres.

A operação de fiscalização foi realizada em oito estabelecimentos produtores de vinho nos municípios de Salto Veloso, Pinheiro Preto, Tangará e Videira. Ao todo, foram fiscalizados 232.651 litros de produtos, incluindo vinhos, vinagres e outras bebidas alcoólicas. A ação ocorreu na semana passada, nos dias 21 e 22.

Além da apreensão dos 41 mil litros para análise no Laboratório de Referência Enológica (Laren), foram recolhidas também meia tonelada de aditivos proibidos, como corante roxo vinho e metabissulfito de sódio, além de rótulos falsificados com a denominação "Vinho Colonial".

No total, foram emitidos quatro autos de infração e 27 termos, envolvendo apreensão, colheita de amostras e inspeção. Essas medidas resultaram em um prejuízo aproximado de R$ 478 mil para os infratores. Segundo Marcos de Sá, gerente do Vigifronteira, o objetivo da operação era proteger os interesses dos consumidores brasileiros e prevenir possíveis danos à saúde pública causados pelo comércio de produtos irregulares e pelo uso de substâncias não autorizadas.

Marcelo Mota, coordenador de Fiscalização de Vinhos e Bebidas, alertou a população sobre os riscos do consumo de produtos sem registro no Mapa. Ele destacou que foram encontrados aditivos não permitidos nos estabelecimentos fiscalizados, o que significa que os consumidores podem estar pagando caro por um produto não regulamentado e ainda comprometer sua saúde.

A 39ª Ronda Agro foi realizada em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Científica de Santa Catarina. O delegado regional de Polícia de Videira, Giovani Angelo Dametto, apoiou a ação com mais de 20 policiais, que cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados pelos foros das Comarcas de Videira e Tangará. Dametto ressaltou que inquéritos policiais serão abertos para investigar possíveis práticas criminosas cometidas pelas empresas fiscalizadas, sendo que esses crimes podem afetar a saúde pública, as relações de consumo e a ordem tributária.

A operação contou com a participação de servidores da Secretaria de Defesa Agropecuária, especialmente dos especialistas em bebidas do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal. A ação foi realizada em conformidade com as diretrizes do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), sendo organizada e realizada de maneira integrada com órgãos federais e estaduais.





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