Mato Grosso do Sul Recupera 1,5 Mil Hectares de Áreas Degradadas em Ações de Conservação

Ações lideradas pelo Imasul recuperam 1,5 mil hectares de floresta em Mato Grosso do Sul, integrando-os a unidades de conservação estaduais.

Árvores sendo plantadas em um campo
Foto: Mairinco de Pauda, Por Divulgação/SEMADESC


O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), ligado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em colaboração com organizações da sociedade civil e empresas privadas, está desempenhando um papel crucial na restauração do solo e na recomposição florestal em uma área de cerca de 1,5 mil hectares degradados. Essas ações têm integrado essas áreas à unidades de conservação estaduais, com o plantio de aproximadamente 2,5 milhões de mudas. Abaixo, detalhamos as principais informações relacionadas a essa notícia.


Projetos de Conservação em Andamento

As iniciativas em andamento abrangem várias regiões do estado, incluindo:

- Parques Estaduais das Nascentes do Prosa e Matas do Segredo, em Campo Grande.

- Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, na região Norte, em Costa Rica e Alcinópolis.

- Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, na região Sudeste, nos municípios de Taquarussu, Jateí e Naviraí.


Compromisso com a Biodiversidade no Dia da Árvore

Como um gesto simbólico no Dia da Árvore, o Governo do Estado plantou 21 mudas de árvores nativas do Cerrado na área em recuperação do Parque Estadual do Prosa. Essa área havia sido impactada por uma erosão que afetava as nascentes do Córrego Joaquim Português. O ato contou com a participação do secretário adjunto da Semadesc, Walter Carneiro Junior, o diretor-presidente do Imasul, André Borges, e outras autoridades.

O presidente do Imasul destacou que a ação simbólica é parte de um compromisso mais amplo do Governo do Estado com a conservação da biodiversidade. Ele enfatizou a importância das árvores no equilíbrio ambiental e da responsabilidade coletiva na preservação do meio ambiente, especialmente em tempos de mudanças climáticas.


Enfrentando a Erosão

A área escolhida para o plantio simbólico havia sofrido erosão significativa, com dimensões impressionantes: 140 metros de comprimento, até 40 metros de largura em partes e uma profundidade de até 6 metros. A erosão havia ocorrido gradualmente desde 2000, acelerando-se na última década devido à pavimentação de áreas próximas, que aumentou o volume e a velocidade das águas pluviais, ampliando o processo erosivo.

Em 2020, foram removidos 150 mil metros cúbicos de terra e resíduos do lago principal do Parque das Nações Indígenas, com um custo de R$ 1,5 milhão e sete meses de trabalho. Em seguida, iniciou-se a construção de uma bacia de contenção com capacidade para 36 milhões de litros de água. Tubos foram implantados para direcionar a água pluvial para a bacia de contenção, e a erosão foi aterrada com 20 mil metros cúbicos de terra.


Outros Projetos de Conservação

O Projeto Sementes do Taquari, o maior projeto de conservação da natureza dentro de um parque estadual no Brasil, envolve o plantio de 2 milhões de mudas de espécies do Cerrado em uma área de 1.300 hectares de pastagem degradada nas proximidades do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari.

No Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, três projetos de recuperação florestal estão em andamento, com parcerias com empresas como a CCR-MS Vias e financiamento da WWF. Esses projetos buscam restaurar áreas que abrangem dezenas a centenas de hectares.

No Parque Estadual das Matas do Segredo, diversos plantios ao longo de uma década abrangem cerca de 20 hectares, que estão atualmente em fase de regeneração.


As ações de conservação em Mato Grosso do Sul, lideradas pelo Imasul e seus parceiros, estão desempenhando um papel fundamental na restauração de áreas degradadas e na integração dessas áreas às unidades de conservação estaduais. O compromisso do Governo do Estado com a biodiversidade e o meio ambiente é evidenciado por iniciativas como o plantio simbólico de árvores no Dia da Árvore. Esses esforços representam uma resposta ativa às questões de erosão e degradação ambiental, além de contribuir para a conscientização sobre a importância da conservação ambiental.


Fonte de informações: SEMADESC

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