Alerta Sanitário: Influenza Aviária Detectada em Lobos Marinhos no Uruguai

Uruguai adota medidas determinantes contra a Influenza Aviária em lobos marinhos

Lobos marinhos em pedras no mar.
Imagem de falco por Pixabay


O governo uruguaio emitiu um comunicado conjunto dos ministérios de Ambiente, Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP) e Saúde Pública (MSP), anunciando medidas rigorosas em resposta à detecção de influenza aviária H5 em lobos marinhos e possíveis casos semelhantes. A ação visa conter a disseminação da doença e proteger a saúde pública.

A influenza aviária H5 é uma ameaça grave tanto para os animais quanto para a saúde humana. Nos lobos marinhos, a doença é devastadora, causando graves afecções musculares, neurológicas e respiratórias que levam à morte. Para a saúde humana, a infecção é considerada de baixo risco, e até o momento, não há registros de transmissão do vírus de mamíferos marinhos para pessoas em todo o mundo.

Como medida preventiva, é enfatizada a importância de evitar o contato direto de pessoas e animais de estimação com lobos marinhos vivos ou mortos. Qualquer avistamento ou suspeita de lobos marinhos com sintomas da doença ou encontrados mortos deve ser relatado imediatamente.

É importante ressaltar que, atualmente, não existem casos ou focos abertos de influenza aviária em aves de produção, aves domésticas ou aves silvestres no Uruguai. As detecções em mamíferos marinhos não afetam o status zoosanitário autodeclarado perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O vírus H5 é transmitido por via oral e respiratória e se espalha através de secreções (saliva ou muco) e excreções (urina, fezes), podendo sobreviver no ambiente por um período limitado, dependendo das condições climáticas, como umidade, radiação solar e vento.

É essencial destacar que o consumo de carne de aves, peixes e frutos do mar
 aparentemente não apresenta nenhum risco à saúde da população, pois a influenza aviária não afeta a fauna ictícola, garantindo que as populações de peixes não estejam em perigo.

O governo já tomou medidas sanitárias apropriadas para a disposição segura dos corpos dos lobos marinhos encontrados, limitando assim a disseminação da doença. Ministérios, órgãos de gestão de emergências departamentais (CECOED), Sistema Nacional de Emergências (SINAE) e o setor produtivo estão trabalhando em conjunto para monitorar ativamente a situação na costa e nas ilhas, observando o comportamento da doença e suas formas de transmissão.




Imagem com ovelha e porcos.



A população é encorajada a estar atenta às diretrizes emitidas pelas autoridades e a cooperar plenamente para evitar a propagação da influenza aviária H5, garantindo a segurança da saúde pública e a proteção da fauna marinha do Uruguai.


O Uruguai e a Agronomia

A agronomia no Uruguai desempenha um papel fundamental na economia e na preservação do meio ambiente desse pequeno país da América do Sul. Com uma superfície territorial de cerca de 176 mil quilômetros quadrados, o Uruguai possui uma paisagem diversificada que abrange áreas agrícolas férteis, pastagens extensas e uma costa atlântica rica em biodiversidade marinha.

A agricultura uruguaia é conhecida pela produção de carne bovina de alta qualidade, que representa uma parte significativa das exportações do país. A agronomia desempenha um papel crucial na gestão sustentável das pastagens e na melhoria das técnicas de criação de gado, garantindo assim a competitividade e a qualidade dos produtos uruguaios no mercado internacional.

Além disso, o Uruguai abriga uma população significativa de lobos-marinhos ao longo de sua costa atlântica. Essas criaturas marinhas desempenham um papel importante no ecossistema marinho, controlando as populações de peixes e garantindo o equilíbrio do ecossistema marinho. A conservação dos lobos-marinhos é uma preocupação crescente no Uruguai, e a pesquisa agronômica também pode estar relacionada à gestão de áreas costeiras para proteger essas espécies.


Fonte: MGAP

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